segunda-feira, 4 de julho de 2011

Escritora Rosina-Fawzia Al-Rawi

Essa escritora de origem Iraquiana e que atualmente mora na Alemanha foi um verdadeiro achado. O primeiro livro dela com que tive contato foi indicado por uma professora minha, e desde então eu cato tudo que essa mulher escreve (apesar de só conhecer 2 livros dela publicados em inglês).

O primeiro livro dela é de 1996, e é bem conhecido no mundo da dança do ventre: Grandmother's Secrets - The Ancient Rituals and Healing Power of Belly Dancing (algo como Segredos da Vovó - os antigos rituais e o poder cura da dança do ventre).





O meu exemplar, coitado, já está todo marcado, sublinhado e escrito nas bordas (a lápis!)... mas é de leitura obrigatória. Inclusive, acho que está na hora de relê-lo...

A escritora conta a sua história pessoal com a dança do ventre, como ela é passada de geração em geração na sua família, e, no seu caso, como ela aprendeu a dança com a avó desde pequenininha. É tão lindamente escrito que às vezes até parece um livro de poesia.

O livro é dividido em 4 partes, a primeira é justamente como ela aprendeu a dançar (lindas histórias com a sua avó), a segunda é um apanhado da história da dança do ventre (é aí que o bicho sempre pega, dado que os documentos históricos sobre a dança são muito raros e imprecisos) com direito ao mito da descida de Ishtar ao submundo para salvar Tammuz (mito que uma outra bailarina me indicou um livro esgotado que contradiz essa versão do mito... a ser verificado ainda). A terceira parte é um lindo manual sobre cada parte do corpo e a sua importância na dança, na vida e para a feminilidade. A quarta e última parte é uma coletânea de rituais com a dança do ventre, especialmente os ritos de passagem.


O outro livro dela, Midnight Tales - A Woman's Journey Through the Middle East (algo como Histórias da Meia Noite - A Jornada de uma Mulher pelo Oriente Médio), é uma espécie de coletânea de histórias pessoais durante viagens ao Oriente Médio. É um livro extremamente rico, mostrando um mosaico da cultura do Oriente Médio, e é dividido por país, o que é bem interessante, pois evidencia melhor os contrastes entre eles.

Pessoalmente eu curto livros assim, pessoais, acho que enriquece e dá mais cor aos relatos, mais que os livros puramente científicos. E como estamos tratando do feminino, essa cor e a vivência se tornam essenciais.

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